FMI (Fundo Monetário Internacional) Visita Luanda | Saiba Mais Lendo



A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que esteve de 1 a 14 de Junho em Luanda, reconhece o esforço fiscal realizado pelo Governo angolano no último ano para tornar sustentável a dívida pública.
A satisfação foi expressa no dia 14 passado em Luanda pelo representante do FMI em Angola, numa conferência de imprensa que serviu para fazer o balanço das reuniões mantidas com o Governo durante as duas últimas semanas.
Ricardo Velloso disse que, com base na análise feita aos dados colhidos, se constatou um importante crescimento da dívida pública. Mas “ela ainda está no cenário de sustentabilidade, não é um tema que nos preocupa”, acentuou.
O FMI alerta para que a dívida pública seja mantida nos níveis actuais, de modo a não comprometer o equilíbrio das contas do Estado no próximo ano.
Apesar de reconhecer o esforço feito desde a última reunião, realizada em finais do ano passado, a instituição financeira internacional recomenda o ajuste das políticas económicas para facilitar a transição da economia para o novo mercado internacional petrolífero. Para o efeito, o FMI sugere a reestruturação do sector público, tendo em atenção a nova realidade do preço do petróleo. “Não se está a falar de despedimento em massa, mas de um processo natural que torne o sector público mais eficiente”, sublinhou. Melhorar a supervisão da banca para evitar crédito malparado, melhorar o sistema negocial e torná-lo mais célere para reduzir o risco bancário são outras recomendações do FMI.
“A banca não deve estar a emprestar créditos sem retornos, para não ser malparado. Deve melhorar o sistema, ser mais célere para reduzir o risco”, disse. Ricardo Velloso considerou o sistema financeiro angolano bem posicionado para o crescimento, mas aponta como grande impedimento a desaceleração económica que desestimula a realização de negócios.
Medidas Acertadas do BNA
O representante do FMI saudou as medidas que estão a ser tomadas pelo Banco Nacional de Angola diante da escassez de cambiais no país. Pois, “Angola tem de aprender a viver sem a presença da moeda estrangeira”, referiu. O FMI entende que o BNA deve usar um pouco mais das suas reservas internacionais, a curto prazo, sem que aumente a remuneração dos activos, ao mesmo tempo que deve amenizar a taxa de juros na moeda nacional. “Não é uma solução única. O Governo tem de fazer várias opções para ter resultados, numa altura em que se assiste à especulação significativa no mercado paralelo de cambiais em relação ao oficial. Há muita pressão para o Banco Nacional de Angola”, sustentou. A reestruturação da Sonangol deixa impressionada a missão do FMI, a julgar pela reforma que se pretende no sector petrolífero. “Ficamos impressionados com o entusiasmo da administração da Sonangol, que é boa e muito profissional”, afirmou Ricardo Velloso.
O Fundo Monetário Internacional lembrou que a situação económica e financeira em Angola continua a ser severamente afectada pelo choque do preço do petróleo nos últimos dois anos, tendo o crescimento desacelerado para três por cento em 2015. A inflação homóloga acelerou para 29,2 por cento em Maio de 2016, reflectindo um kwanza mais fraco, que se depreciou em mais de 40 por cento em relação ao dólar norte-americano, desde Setembro de 2014.
“O saldo da conta corrente externa entrou em défice, mas as reservas internacionais foram protegidas e permanecem em níveis relativamente confortáveis”, sublinhou.
Para o FMI, as perspectivas para 2016 permanecem desafiadoras, apesar do aumento que se regista no preço do petróleo nas últimas semanas. “A actividade económica deverá desacelerar ainda mais. Porém poderá materializar-se uma recuperação modesta em 2017, caso os termos de troca de Angola continuem a melhorar e a escassez de divisas seja resolvida”, frisou.
Ricardo Velloso disse ser importante que seja o sector privado a impulsionar o crescimento económico. O fomento de um sector financeiro forte e um ambiente de negócios favorável são factores apontados como essenciais para incentivar a poupança e o investimento privado, que constituem o alicerce para a diversificação económica conduzida pelo sector privado.
“É ainda essencial melhorar a eficiência e transparência da despesa pública, visto que o sector público vai precisar de fazer mais com menos recursos”. Durante a missão a Luanda, o FMI reuniu com o Vice-Presidente da República, com o ministro das Finanças, o Governador do BNA, Manuel Vicente, Armando Manuel e Valter Filipe da Silva, respectivamente, e com altos quadros do poder Executivo. A missão, que regressa no segundo semestre, teve também encontros com membros da Comissão de Economia e Finanças do Parlamento e representantes do sector financeiro, do sector não financeiro privado, com a Sonangol e com a comunidade diplomática.

A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que esteve de 1 a 14 de Junho em Luanda, reconhece o esforço fiscal realizado pelo Governo angolano no último ano para tornar sustentável a dívida pública.
A satisfação foi expressa no dia 14 passado em Luanda pelo representante do FMI em Angola, numa conferência de imprensa que serviu para fazer o balanço das reuniões mantidas com o Governo durante as duas últimas semanas.
Ricardo Velloso disse que, com base na análise feita aos dados colhidos, se constatou um importante crescimento da dívida pública. Mas “ela ainda está no cenário de sustentabilidade, não é um tema que nos preocupa”, acentuou.
O FMI alerta para que a dívida pública seja mantida nos níveis actuais, de modo a não comprometer o equilíbrio das contas do Estado no próximo ano.
Apesar de reconhecer o esforço feito desde a última reunião, realizada em finais do ano passado, a instituição financeira internacional recomenda o ajuste das políticas económicas para facilitar a transição da economia para o novo mercado internacional petrolífero. Para o efeito, o FMI sugere a reestruturação do sector público, tendo em atenção a nova realidade do preço do petróleo. “Não se está a falar de despedimento em massa, mas de um processo natural que torne o sector público mais eficiente”, sublinhou. Melhorar a supervisão da banca para evitar crédito malparado, melhorar o sistema negocial e torná-lo mais célere para reduzir o risco bancário são outras recomendações do FMI.



“A banca não deve estar a emprestar créditos sem retornos, para não ser malparado. Deve melhorar o sistema, ser mais célere para reduzir o risco”, disse. Ricardo Velloso considerou o sistema financeiro angolano bem posicionado para o crescimento, mas aponta como grande impedimento a desaceleração económica que desestimula a realização de negócios.
Medidas Acertadas do BNA
O representante do FMI saudou as medidas que estão a ser tomadas pelo Banco Nacional de Angola diante da escassez de cambiais no país. Pois, “Angola tem de aprender a viver sem a presença da moeda estrangeira”, referiu. O FMI entende que o BNA deve usar um pouco mais das suas reservas internacionais, a curto prazo, sem que aumente a remuneração dos activos, ao mesmo tempo que deve amenizar a taxa de juros na moeda nacional. “Não é uma solução única. O Governo tem de fazer várias opções para ter resultados, numa altura em que se assiste à especulação significativa no mercado paralelo de cambiais em relação ao oficial. Há muita pressão para o Banco Nacional de Angola”, sustentou. A reestruturação da Sonangol deixa impressionada a missão do FMI, a julgar pela reforma que se pretende no sector petrolífero. “Ficamos impressionados com o entusiasmo da administração da Sonangol, que é boa e muito profissional”, afirmou Ricardo Velloso.
O Fundo Monetário Internacional lembrou que a situação económica e financeira em Angola continua a ser severamente afectada pelo choque do preço do petróleo nos últimos dois anos, tendo o crescimento desacelerado para três por cento em 2015. A inflação homóloga acelerou para 29,2 por cento em Maio de 2016, reflectindo um kwanza mais fraco, que se depreciou em mais de 40 por cento em relação ao dólar norte-americano, desde Setembro de 2014.

“O saldo da conta corrente externa entrou em défice, mas as reservas internacionais foram protegidas e permanecem em níveis relativamente confortáveis”, sublinhou.
Para o FMI, as perspectivas para 2016 permanecem desafiadoras, apesar do aumento que se regista no preço do petróleo nas últimas semanas. “A actividade económica deverá desacelerar ainda mais. Porém poderá materializar-se uma recuperação modesta em 2017, caso os termos de troca de Angola continuem a melhorar e a escassez de divisas seja resolvida”, frisou.
Ricardo Velloso disse ser importante que seja o sector privado a impulsionar o crescimento económico. O fomento de um sector financeiro forte e um ambiente de negócios favorável são factores apontados como essenciais para incentivar a poupança e o investimento privado, que constituem o alicerce para a diversificação económica conduzida pelo sector privado.
“É ainda essencial melhorar a eficiência e transparência da despesa pública, visto que o sector público vai precisar de fazer mais com menos recursos”. Durante a missão a Luanda, o FMI reuniu com o Vice-Presidente da República, com o ministro das Finanças, o Governador do BNA, Manuel Vicente, Armando Manuel e Valter Filipe da Silva, respectivamente, e com altos quadros do poder Executivo. A missão, que regressa no segundo semestre, teve também encontros com membros da Comissão de Economia e Finanças do Parlamento e representantes do sector financeiro, do sector não financeiro privado, com a Sonangol e com a comunidade diplomática.


FONTE: Jornal de Angola

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